domingo, 29 de outubro de 2017

Redução taxa selic

Na última quarta-feira, 25/10, o Copom decidiu, por unaminidade, cortar mais uma vez a taxa de juros básica da economia brasileira, a Selic, em 0,75 pontos percentuais, com a taxa indo para 7,5% ao ano.
O corte já era esperado por grande parte dos agentes do mercado, mas a grande dúvida é se o ciclo de reduções irá continuar.
Hoje existem três fatores que contribuem para as taxas de juros em níveis historicamente muito baixos: a recessão econômica, o alto nível de desemprego e a baixa inflação. O desemprego, de acordo com as pesquisas do IBGE, tem mostrado uma leve redução, enquanto a inflação se beneficia do bom período climático e das boas safras, que diminuíram o preço dos alimentos e permitem a inflação estar baixa mesmo com os recentes aumentos na gasolina e no gás de cozinha.
Como está escrito no relatório do Banco Central, o momento pede uma política monetária estimulativa, para o país sair da recessão e ajudar a reativar o crescimento.
Pelo que parece, o ciclo de cortes por ora deve cessar, devido ao aumento da incerteza no cenário nacional, com a aproximação das eleições e do internacional, com as prováveis mudanças na política monetária e fiscal nos Estados Unidos e como o FED americano e o Banco Central europeu vão ajustar suas políticas de flexibilização monetária.
O Copom têm sua atenção voltada também para o andamento da reforma da previdência no congresso, já que com a recusa ao prosseguimento à segunda denúncia ao presidente Michel Temer, o bloco governista deve se concentrar em aprovar a reforma da previdência, mesmo com alterações, ainda em 2017.

domingo, 14 de maio de 2017

Performance das Empresas surpreende


Pelo menos nos números apresentados pelas empresas brasileiras com ações listadas na Bolsa, o Brasil pode estar começando sua recuperação econômica. Empresas que vinham apresentando prejuízos sucessivos, apresentaram números que podem mostrar que a economia brasileira está no caminho da retomada. Entre essas empresas estão gigantes como a Petrobras e a Vale, com lucros de 4 bilhões e  7 bilhões, respectivamente, para o trimestre de janeiro a março. Outra empresa que vinha apresentando prejuízos sucessivos e surpreendeu os investidores com o lucro foi a Usiminas. A empresa produtora de aço apresentou lucro no trimestre de 108 milhões de reais. Outro setor que mostrou recuperação foi o de varejistas. Companhias como a Magazine Luiza,  Via varejo, e o Pão de Açúcar, apresentaram dados bem melhores em relação ao ano passado, revertendo prejuízos, e mostrando uma leve recuperação do setor.
Sem contar os bancos que mantiveram as altas margens de lucros, com menção especial ao Banco do Brasil, 
Entre as possíveis causas dos bons números apresentados pelas empresas, estão a queda da Selic, que foi de 14,25% em outubro de 2016, aos atuais 11,25%, diminuindo os gastos financeiros das empresas, além da valorização de commodities no mercado internacional, como o aço, que viu um aumento de preço de 247%, e o minério de ferro, com aumento de 10% no preço este ano. O preço dessas commodities beneficiou empresas como a Usiminas, Vale e a Gerdau.  Para as varejistas, o resultado pode ser explicado pelo FGTS das contas inativas. Na última pesquisa de Varejo do IBGE, os únicos setores que apresentaram aumento de receitas foram o de roupas, eletrodomésticos e construção civil, áreas com ampla participação das varejistas que apresentaram bons números.
Ilustrando a pequena recuperação, o principal índice da Bolsa de Valores, o Ibovespa, cresceu mais de 14% este ano, resumindo o otimismo do mercado, que foi reforçado pelos números dos balanços.
Apesar da euforia, muitas empresas de destaque apresentaram números decepcionantes, como as empresas frigorificas  BRF e  JBS, afetadas pela operação carne fraca da Polícia Federal. A JBS teve uma queda de 86% no lucro liquido, em relação ao mesmo período de 2016, enquanto a BRF apurou um prejuízo de 285 milhões. Outro grande frigorifico que apresentou números ruins, foi o Marfrig, com prejuízo de 221 milhões. Empresas consideradas bem administradas, como as Lojas Americanas, também apresentaram queda no faturamento e prejuízo, que no caso da varejista foi de quase  200 milhões.
Apesar dos bons números de algumas empresas da Bolsa, o panorama geral econômico indica que falta acertar muitos fundamentos para retomar o crescimento. Teoricamente o pior da crise já passou, mas o desemprego deve demorar para voltar a níveis mais baixos, a queda dos juros ajudam, mas não resolvem todo o problema, e o ambiente ainda é incerto para as empresas voltarem a investir, sem citar o ambiente político. A esperança é que o ambiente externo seja favorável, com aumento dos preços de commodities e câmbio num preço que ajude as exportações para reforçar a volta do crescimento.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Diminuição dos juros

Na última reunião do Copom, o Banco Central surpreendeu o mercado financeiro e cortou em 0,75 a taxa SELIC, que foi de 13,75% ao ano para 13%. A reunião e consequente corte vieram após o resultado do IPCA, a inflação oficial, que fechou 2016 com um índice de 6,29%, ficando abaixo da meta. O corte sinaliza que cada reunião do Copom terá como resultado mais cortes na taxa de juros, que segundo a previsão de consultorias e bancos, deve fechar o ano em 9,5%.
 A diminuição das taxas de juros é altamente necessária na atual conjuntura econômica que passa o Brasil, com uma recessão que dura mais de dois anos. Além de uma taxa real absurda, com a diminuição da expectativa de inflação em ritmo mais rápido que os cortes nos juros, a diminuição da SELIC é uma das principais ações que podem ser feitas para combater a crise, tanto no âmbito privado como no público. Com a diminuição dos juros, diminuirá as despesas das empresas e das famílias com dividas, muitas com taxas de juros vinculadas à SELIC. A pressão nas contas públicas também diminuirá, com o recuo das despesas com juros da dívida publica. Empresas e famílias terão acesso à crédito mais barato e poderão consumir mais, gerando mais receitas e empregos.
 De fato, a diminuição dá taxa de juros sozinha não fará todo o trabalho de nos tirar da recessão, o ambiente externo também tem seus efeitos, mas é a medida que não pode faltar para a volta do crescimento.