Na última quarta-feira, 25/10, o Copom decidiu, por unaminidade, cortar mais uma vez a taxa de juros básica da economia brasileira, a Selic, em 0,75 pontos percentuais, com a taxa indo para 7,5% ao ano.
O corte já era esperado por grande parte dos agentes do mercado, mas a grande dúvida é se o ciclo de reduções irá continuar.
Hoje existem três fatores que contribuem para as taxas de juros em níveis historicamente muito baixos: a recessão econômica, o alto nível de desemprego e a baixa inflação. O desemprego, de acordo com as pesquisas do IBGE, tem mostrado uma leve redução, enquanto a inflação se beneficia do bom período climático e das boas safras, que diminuíram o preço dos alimentos e permitem a inflação estar baixa mesmo com os recentes aumentos na gasolina e no gás de cozinha.
Como está escrito no relatório do Banco Central, o momento pede uma política monetária estimulativa, para o país sair da recessão e ajudar a reativar o crescimento.
Pelo que parece, o ciclo de cortes por ora deve cessar, devido ao aumento da incerteza no cenário nacional, com a aproximação das eleições e do internacional, com as prováveis mudanças na política monetária e fiscal nos Estados Unidos e como o FED americano e o Banco Central europeu vão ajustar suas políticas de flexibilização monetária.
O Copom têm sua atenção voltada também para o andamento da reforma da previdência no congresso, já que com a recusa ao prosseguimento à segunda denúncia ao presidente Michel Temer, o bloco governista deve se concentrar em aprovar a reforma da previdência, mesmo com alterações, ainda em 2017.