As quedas dos preços do petróleo afetaram negativamente vários países dependentes da exportação da commoditie. O barril que até meados de 2014 passava facilmente de 100 dólares, hoje é cotado abaixo de 50 dólares.
Entre as razões apontadas para a queda drástica no preço do petróleo, estão a expansão da oferta para uma demanda esperada que não se concretizou, o crescimento da produção americana, que passou a extrair óleo em grandes quantidades através das rochas de xisto e procura diversificar os países de quem importa, a volta do Irã ao mercado de exportadores e a desaceleração da economia chinesa.
Vários são os países afetados, principalmente os grandes exportadores e membros da OPEP, a organização dos países exportadores de petróleo. A Arábia Saudita, o maior exportador e com a segunda maior reserva comprovada do combustível, sofre com a queda das exportações, representadas principalmente pelo petróleo, e como consequência enfrenta problemas como a falta de divisas e o aumento do deficit público.
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| A queda nas exportações da Arábia Saudita |
Mudando de continente, saindo do Oriente Médio e indo para a África, a Nigéria, o principal produtor africano, vem sofrendo dos mesmos problemas da Arábia saudita, como a queda das exportações e a falta de divisas. Além desses problemas a inflação do país ameaça chegar a 20%, e a nação arbitra juros de 14% para tentar combatê-la.
O grande país afetado por essa queda acentuada dos preços do petróleo é a Venezuela. Dona das maiores reservas mundiais provadas da commoditie, o país sofre dos mesmos problemas dos seus colegas da OPEP, como a falta de divisas, a queda nas exportações e o aumento do deficit público, sendo atingido também por uma inflação galopante que é a maior do mundo e passa dos 100%. Políticas como a estatização de propriedades estrangeiras e o congelamento de preços, levaram muitas empresas a saírem do país e o investimento estrangeiro hoje é quase zero. Em consequência disso, o país sofre escassez de recursos básicos, como alimentos, medicamentos e produtos de primeira necessidade, beirando o colapso. Até o dinheiro que alimenta a inflação do país, que é importado, está em falta devido a falta de dólares para pagar o fabricante.
Enquanto vários países sofrem, e outros vibram com as quedas dos preços do petróleo, há poucos indícios de que os preços do produto voltem aos patamares de dois anos atrás. Com as grandes economias ainda apresentando baixas taxas de crescimento, a previsão é de que o preço continue o mesmo ou aumente muito pouco no curto a médio prazo.
Fontes: http://www.tradingeconomics.com/nigeria/government-budget
http://www.tradingeconomics.com/saudi-arabia/indicators
Fontes: http://www.tradingeconomics.com/nigeria/government-budget
http://www.tradingeconomics.com/saudi-arabia/indicators

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